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Polícia Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2022, 13:04 - A | A

16 de Dezembro de 2022, 13h:04 - A | A

Polícia / POLÍCIA

Polícia Civil indicia três pessoas por venderem ilha que pertence ao governo federal em MT

O suspeito disse à polícia que pretendia transformar o local em uma área de turismo sustentável.

G1/MT



A Polícia Civil indiciou três pessoas por venderem uma ilha que pertence ao governo federal e é administrada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo a Polícia Civil, dois suspeitos adquiriram a área em conjunto e foram indiciados por receptação, além de outros crimes. O comprador também responderá à Justiça.

A ilha está localizada no Rio do Sangue, afluente do Rio Juruena. É uma terra pública e de proteção especial por se tratar de área de preservação permanente. No local, os investigados construíram casas e uma estrada que cortava a ilha de uma ponta a outra.

O inquérito foi instaurado na Delegacia de Brasnorte, a 580 km de Cuiabá.

Segundo as investigações da Delegacia de Brasnorte, no ano de 2019, dois dos indiciados, que teriam adquirido em conjunto a área, venderam a ilha para um terceiro pelo valor de R$ 450 mil. O pagamento foi realizado por meio de trocas de bens sendo R$ 40 mil em madeira serrada, R$ 350 mil referentes a um barracão na Comunidade São Bento e mais R$ 60 mil relacionado a uma camionete.

Na negociação, não foi realizado contrato escrito, tampouco a transferência junto ao Incra ou recolhido qualquer imposto referente ao negócio. Interrogado, o suspeito de adquirir a ilha disse que pretendia transformar o local em uma área de turismo sustentável.

Os dois investigados como vendedores da área pertencente ao governo federal foram intimados para prestar esclarecimentos na Delegacia de Brasnorte, sendo que um deles alegou que a ilha nunca lhe pertenceu e que apenas teria acompanhado as negociações e que a propriedade pertencia ao outro investigado, que segundo ele, está morando fora do país.

Os dois responsáveis pela venda da ilha foram indiciados pelos crimes de receptação, por terem adquirido em conjunto a área, ocultando a posse das autoridades; estelionato ao venderem como se fossem sua a área; crime ambiental, pela destruição da floresta, para construção em área de preservação permanente; crime tributário por omitir as respectivas declarações de Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI) nas negociações envolvendo a ilha e lavagem de dinheiro, na compra, venda e ocultação da ilha.

O inquérito foi encaminhado para o Poder Judiciário e Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT).

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