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Polícia Sábado, 22 de Junho de 2024, 18:04 - A | A

22 de Junho de 2024, 18h:04 - A | A

Polícia / VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Vereador é preso acusado de agredir e manter mulher em cárcere privado

Gazeta Digital



Um vereador foi preso em flagrante nessa sexta-feira (21) acusado de praticar violência psicológica, ameaça, e cárcere privado contra a sua esposa. A vítima, que também era agredida, comunicou os fatos à Delegacia de Ribeirão Cascalheira (a 781 km de Cuiabá). O suspeito, de 49 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes praticados no âmbito da violência doméstica.

As investigações iniciaram após a vítima de 42 anos procurar a Delegacia de e relatar que o seu companheiro a vem agredindo e mantendo em cárcere privado. Ela teria sido proibida de sair de casa sozinha e de usar meios de comunicação. A mulher relatou que os fatos ocorrem há algum tempo, porém não denunciou o marido antes por medo das constantes ameaças de morte que recebia dele.

Segundo informações, a vítima é agredida com pancadas na cabeça, xingamentos e constantes ameaças, e há seis meses o suspeito a mantém em cárcere privado, tendo instalado câmeras de segurança na residência para monitorá-la e colocando pessoas na rua para vigiá-la, caso saia de casa.

No dia 14 de junho, a vítima foi novamente agredida pelo suspeito, ocasião em que pediu ajuda para um familiar escondido, porém o marido acabou descobrindo e a torturou. Há diversos vídeos das agressões praticadas pelo suspeito contra a vítima.

Na quinta-feira (20), enquanto retornavam de uma reunião política, o suspeito novamente ameaçou a vítima por “ter dado atenção para outras pessoas”. As ameaças continuaram na sexta-feira (21), ocasião em que ela decidiu procurar a polícia.

Diante das informações passadas pela vítima e da coleta de evidências, os policiais de Ribeirão Cascalheira realizaram diligências que resultaram na prisão em flagrante do vereador.

Ele foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado e posteriormente autuado por violência doméstica, não sendo arbitrada fiança ao investigado, que posteriormente foi colocado à disposição da Justiça.

O delegado Diogo Jobane explicou que a imunidade parlamentar do investigado é restrita a atos, palavras e gestos no exercício da função legislativa. No entanto, no caso em questão, ele estava cometendo um crime comum, sujeito às mesmas penalidades que qualquer outra pessoa.

“Diante do crime de violência doméstica, os rigores da Lei Maria da Penha se aplicam integralmente, visando proteger as vítimas mais vulneráveis”, disse o delegado.

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