Nova Mutum

day_122.png
21 de Julho de 2024
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

21 de Julho de 2024

Cidades Segunda-feira, 24 de Junho de 2024, 15:18 - A | A

24 de Junho de 2024, 15h:18 - A | A

Cidades / MUSEU DE UFOLOGIA

MT é cenário de mistérios no céu e citado em registro centenário sobre Ovnis

Mariana da Silva/GD



A possibilidade de existir vida inteligente fora do planeta Terra é debatida ao longo da história da humanidade. Relatos de pessoas que avistaram fenômenos celestes e objetos voadores não identificados (Ovins) já foram alvo de investigações até mesmo das forças de segurança em diversos países, inclusive no Brasil.

Tema polêmico e que ainda divide opiniões tanto na sociedade geral quanto na comunidade científica, há quem se dedique aos estudos desses mistérios. É o caso do psicólogo e presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto.

Com anos de dedicação a coleta de relatos e estudo de casos, seus esforços resultaram em um acervo de livros, documentos, fotografias, fragmentos de rochas, objetos e outros materiais sobre ufologia, parapsicologia e atividades paranormais que guarda em um pequeno museu em sua residência, que é também sede das reuniões da Ampup.

O interesse por temas inusitados surgiu ainda na infância, quando ouvia as histórias dos antigos cuiabanos que se sentavam em frente as portas das casas para contar "causos" e lendas. Aqueles momentos despertaram desde cedo a vontade de investigar se tais histórias poderiam ser somente fruto de crença popular ou ter algum alicerce na realidade.

Gazeta Digital

Pesquisas Ufológicas e Psíquicas

Desde então, com formação em psicologia e especialização na área da parapsicologia, Ataíde explica que esta vertente analisa acontecimentos ligados ao sobrenatural, que desafiam as explicações científicas convencionais.

“Na rotina, as pessoas não estão acostumadas com certos acontecimentos, o que leva a mistificar. O que eu faço é tentar buscar amparo e explicação à luz da lógica do conhecimento. Quando o meio que olha não compreende, a parapsicologia vai avaliar essa realidade”, explica.

Mesmo sendo um tema pouco aceito pela ciência tradicional, Ataíde afirma que os estudos têm tido mais receptividade na academia, assim como o ramo da ufologia, no qual se debruça e que por sua vez estuda os objetos voadores não identificados, os chamados Ovnis.

Gazeta Digital

Pesquisas Ufológicas e Psíquicas

 

“Existe a probabilidade desses ovnis serem de uma inteligência não terrestre, muitos deles fazem movimentos que não são conhecidos pela nossa tecnologia terrestre. Exemplo, parada em movimento em 90 graus, zigue-zague, movimentos que fogem à explicação atmosférica ou que seja drone, helicóptero. Enfim, nos fazem pensar que, por não ter explicação plausível, tem alguma inteligência por trás, o que levanta a probabilidade da questão extraterrestre”, narra.

Mas se engana quem pensa que o tema é meramente baseado em filmes de Hollywood sobre ficção científica. Ataíde discorre que registros relacionados a ufologia e Ovnis podem ser observados desde o descobrimento do Brasil, com base nas lendas indígenas sobre avistamentos de bolas de fogo e seres iluminados nas matas e nos céus. Para ele, cada etnia, aldeia ou civilização tentava explicar fenômenos com base naquilo que era de conhecimento de sua realidade.

No museu, o pesquisador guarda até mesmo recortes de jornal sobre relatos de avistamentos de Ovnis. Um deles chama a atenção, pois menciona Cuiabá. Trata-se da Gazeta Official do Império do Brasil, que data de 26 de novembro de 1846. No documento, Augusto João Manoel Leverger, o Barão de Melgaço, descreve o avistamento de 3 corpos com brilho intenso que se movimentavam em diferentes direções e posteriormente desapareceram. Este seria o primeiro registro jornalístico brasileiro com um tema da ufologia publicado.

Um dos trechos cita: “Na expedição das canhonheiras de Cuyabá para a cidade de Assumpção, ao commando do Capitão da Fragata Augusto Leverger, observou este hum extraordinário phenomeno meteorológico que descreve de maneira seguinte: Observei esta noite um phenomeno como nunca antes vira. As 5 horas e 57 minutos estando o céu perfeitamente limpo, um globo luminoso com instantanea rapidez descreveo huma curva de como 30º, ao rumo de NNO. A direcção fazia com o horizonte ângulos de aproximadamente 75º e 105º o agudo aberto pelo lado de Oeste. [...] Na cidade de Assumpção conversei com o Ministro do Brasil e diversas outras pessoas que testemunharam esta singular apparição”.

 

Reprodução

ufologia

Mato Grosso na rota da ufologia

Segundo Ataíde, Mato Grosso é um estado rico em avistamentos de Ovnis e vem sendo reconhecido mundialmente por esse fato, tornando-se referência no tema, seja na organização de congressos para discutir o tema, ou mesmo nos próprios registros de avistamentos pela população desde os tempos mais antigos, o que tem feito com que entusiastas e pesquisadores voltem os olhares para o Centro-Oeste.

Municípios como Nova Brasilândia (204 km de Cuiabá), Chapada dos Guimarães e a Serra do Roncador, em Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá) concentram registros significativos destes eventos. Em 1º de junho de 1997, moradores de Nova Brasilândia avistaram uma bola de fogo que veio do espaço, cruzou os céus da cidade, iluminando a região. Pouco depois, surgiu um clarão e um enorme estrondo foi ouvido a uma distância de mais de 50 quilômetros. O fato foi presenciado por dezenas de pessoas e chegou a ser publicado em diversos jornais pelo estado.

Reprodução

ufologia

Chapada dos Guimarães também foi palco de avistamentos e tem rico acervo em relatos e fotografias de objetos voadores não identificados por locais e viajantes na região. Ataíde justifica que, por ser um ponto alto com uma visão limpa do céu, a tendência é que as pessoas estejam mais propensas a avistar fenômenos.

“No mundo de hoje, na Capital, as pessoas trabalham muito e não têm tempo para olhar ao céu, agora em uma região de beleza ímpar de apreciação e deslumbramento do céu, a probabilidade de uma pessoa deixar de olhar a tela do celular e apreciar a beleza noturna e avistar um fenômeno ufológico é maior. São tantos relatos que Chapada passou a ser ponto de referência nacional e internacional. Tem pesquisadores do mundo inteiro que vem para cá”, conta.

Geraldo Davi

Ufo acima da centenária igreja “Santana do Santíssimo” /Chapada dos Guimarães; Obtida por: Geraldo Davi

Registro de OVNI em Chapada dos Guimarães/MT

Turismo e ufologia

Fruto da popularidade destes locais, surge a tendência do ufoturismo, em que as atividades da ufologia movimentam o setor do turismo e da economia e tem atraído grande número de turistas, curiosos e entusiastas do assunto para conhecer os locais famosos por avistamentos de Ovnis e fenômenos celestes, na esperança de obter algum registro.

Um dos criadores desse movimento é o ex-prefeito de Barra do Garças, Valdon Varjão. A cidade ficou famosa por abrigar o primeiro discoporto do mundo, alimentando a narrativa dos Ovnis e extreterrestres, mas também por ser próxima à enigmática Serra do Roncador, onde ocorreu o desaparecimento do coronel e explorador inglês Percy Harrison Fawcett, da Real Artilharia Britânica, homenageado inclusive com estátua na cidade.

“Ele era muito famoso e saiu da Inglaterra para buscar uma suposta civilização perdida na América Latina e veio para o Brasil, em Mato Grosso, na convicção que a encontraria. Ele desapareceu misteriosamente em 1925 na serra. Isso foi inspiração para muitas coisas como o best seller O Elo Perdido, As minas do Rei Salomão e outras histórias da ficção baseadas na realidade, inclusive Indiana Jones”, cita Neto.

Reprodução

Discoporto

Discoporto em Barra do Garças/MT

Acredite ou não, fato é que o estado tem suas contribuições para o campo da ufologia. “É uma temática que tem sua importância em nível mundial. Mato Grosso tem registrado, seja na imprensa, seja em relatos, ufoturismo, seja desaparecimento de Fawcett e muitas outras coisas que nos fazem refletir sobre esses mistérios contados desde os indígenas xavantes, bororos, caiapó”.

Dia mundial dos discos voadores

Comemorado em 24 de junho, o Dia Mundial dos Discos Voadores se refere ao registro de quando, em 1947, o aviador Kenneth Arnold voava próximo ao Monte Rainier, no estado de Washington, nos Estados Unidos e avistou objetos estranhos voando pela região.

Kennet Arnold, durante a entrevista, descreveu os objetos como parecendo discos a saltar sobre a água. Esta descrição foi encurtada para "discos voadores" pelos jornalistas o que resultou no uso popular do termo. Poucos dias depois do avistamento de Kennet Arnold, uma suposta nave espacial teria caído na cidade de Roswell, Novo México. O Caso Roswell, como ficou conhecido, é considerado o mais importante registrado até hoje.

Comente esta notícia

cd0fb6c3112b42f4ac7db47ed2ff7af9_2.png
whatsapp-icon-4.png (65) 9 9280-9853