Vinicius Mendes/Gazeta Digital
Carlos Eduardo Silva Bello Ribeiro, servidor municipal que matou Gabriel Carrijo Gonçalves, 20, foi condenado em júri popular realizado em Cuiabá a 13 anos de prisão em regime fechado. O corpo foi encontrado caído em uma região de mata, ao lado de uma praça no bairro Recanto dos Pássaros, em março de 2022 na Capital. A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
O então agente da Saúde de Cuiabá, contratado, foi preso horas depois do crime. A vítima foi atingida por um corte profundo no pescoço durante uma briga motivada por acerto de contas por dívida de drogas. O crime foi flagrado por câmeras de segurança.
Carlos e Gabriel eram amigos de longa data. No dia do homicídio, Gabriel chegou e cobrou uma dívida do colega, avaliada em R$ 1 mil. Conforme conversas de WhatsApp, ele estaria cobrando Carlos há muito tempo.
As imagens da câmera de segurança mostram o momento em que Carlos estava sentado na praça quando Gabriel chegou de moto. Em seguida, ele é abordado e os dois passam a conversar e até sentam no mesmo banco.
Não demora muito para entrarem em luta corporal. Consta no relato de Carlos à polícia que nesse momento Gabriel teria sacado a faca, colocou em sua cintura e pediu o tênis, o celular e a sua carteira, fazendo com que ele reagisse. Ao segurar a faca, Carlos teve um corte profundo na mão.
Em seguida, ele toma a faca de Gabriel e desfere os golpes no pescoço. O corpo de Gabriel foi encontrado momentos depois, caído na mata no entorno da praça.
O julgamento ocorreu no último dia 14. Ao definir a pena, a juíza pontuou que "o comportamento da vítima contribuiu para a prática do crime, pois comercializava substância entorpecente" e que "o motivo do crime foi torpe, consistente numa dívida que o acusado tinha com a vítima, oriunda da mercância de drogas".